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domingo, 12 de junho de 2011

Intervenções cotidianas contra Belo Monte

 
Que pais e esse  ?   
Uma frase repetida por gerações seguintes se  referindo a desigualdade social no Brasil e a corrupção caos e falência do poder publico e neutralidade da população
Que pais e esse   ?
Hoje nos ativistas de causas ambientais e indígenas em relação a Usina Belo Monte
-Estamos na luta   !!
Mas não são todos que se postam contra a barragem, que tem condições  , de organizar e participar de manifestações , publicas por talvez estar fora dos grandes centros urbanos
Há uma falta de conhecimento  , e consciência da pessoas quando o assunto e Belo Monte , isso vejo claramente nas ruas , no trabalho nos meios de comunicação se nota que não da pra ter uma saudável discutição,  um assunto tão importante para o Brasil como quanto homossexualismo  ,pedofilia ,direito das mulheres, sem muitas analogia sei que todos são relevantes, mas se trata do nosso futuro do futuro dos nossos filhos, descendentes 
É urgente   !!!
Falta informação  , ao grande público, temos que conseguir mais aliados
Em vários lugares do Brasil  , pessoas de vários tipos de seguimentos, que estejam na luta de coração
-Vamos dizer não a Belo Monte  !!!
Então pensei  , e pensei - como fazer isso?, a informação chegar ao grande publico
Foi então que tive uma idéia,  uma singela ideia
Intervenções cotidianas
Intervenções cotidianas, tem como objetivo , cada um de nos fizermos nossa  parte como podemos e claro , publicamente sabendo que não são todos que podem participar  dos protestos
Vamos informar as pessoas no nosso dia a dia através de cartazes faixas folhetos informativos  , e panfletos ao dialogando no trabalho discutindo tornando o discutível em salas de aulas e demais locais públicos lugares onde pessoas precisam esperar como filas qualquer manifestação artística , e convidativa e bem vinda , e o que possa ajudar a chamar a atenção das pessoas para a questão
Vamos fazer nossa parte
Contra Belo Monte  , como formiguinhas por onde podermos ,e onde fomos seremos porta voz dessa causa  com um dialogo firme
Por muitas  cidade em todo o Brasil
Intervir no dia a dia das pessoas e as informar sobre a hidrelétrica para que eles tenham suas própria opinião sobre o  assunto intervenções cotidianas contra Belo Monte
Belo Monte não  !!!!!!!!!!!!!!!
 

domingo, 5 de junho de 2011

Meio ambiente

http://www.youtube.com/watch?v=nBD46wOZHq0&feature=related

meio ambiente, comumente chamado apenas de ambiente, envolve todas as coisas vivas e não-vivas ocorrendo naTerra, ou em alguma região dela, que afetam os ecossistemas e a vida dos humanos.
O conceito de meio ambiente pode ser identificado por seus componentes:
Na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente celebrada em Estocolmo, em 1972, definiu-se o meio ambiente da seguinte forma: "O meio ambiente é o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos ou indiretos, em um prazo curto ou longo, sobre os seres vivos e as atividades 

ativismo

A Luta é uma palavra repetida, admirada,as pessoas lutam por vários motivos ,
 -vamos a luta !. quando se é atingido de alguma forma logo se pensa em lutar ,
mas em alguns casos não passa te empolgação , e entusiasmo
 Quando se luta , traça estratégias , se reúne conhece,
e se une com pessoas que pensam igual
Objetivos ,metas meios de explorar suas ideias .
Sempre respeitando opiniões , e também exigindo respeito
Uma simples vitoria demora, pode vim depois de muita batalha
e também de derrotas , mas guerreiros não se abalam , reúne forças e segue persegue
, os seus objetivos , eles estão logo a frente
, não desista !
toda uma caminhada não e feita só de palavras, mas sim de suor,transpiração entrega
,em dias quentes e de chuva estamos juntos, um fortalecendo o outro como elos 
de uma corrente .
Não somos iguais em tudo , mas vamos seguir em frente
ainda estamos lutando, na batalha , perseguimos um ideal
então vamos refletir , dividir , e agir
se você luta por um ideal seja qual for com toda honestidade
fico feliz em ver você em plena atividade.

Diego Barros 05/062011

Ministério Público estuda nova ação contra usina de Belo Monte Quinta-feira, Junho 2, 2011


Procurador se diz surpreso com licença para obra sem contrapartidas. Se for constatada irregularidade, ação pode ser executada nesta quinta-feira (2).

À frente da luta contra a instalação da usina de Belo Monte, o procurador Felício Pontes Junior, do Ministério Público Federal do Pará, afirmou estar surpreso com a liberação da licença de instalação para início das obras da hidrelétrica no rio Xingu, anunciada nesta quarta-feira (1º) pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
Pontes Junior disse que o instituto liberou o projeto mesmo sabendo que a empresa responsável pela obra, a Norte Energia, havia confirmado que grande parte das contrapartidas condicionadas à liberação da licença sequer teriam sido iniciadas.
“Há uma semana a Norte Energia mandou a informação que dos 103 pontos condicionantes à obra, que teriam sido exigidos pelo Ibama, 59% não foram cumpridos. A procuradoria vê com surpresa essa questão e vamos analisar o projeto. Se encontrarmos irregularidades, não descartamos a possibilidade de impetrar uma ação civil pública ambiental”, afirmou o procurador.
Entre as ações que teriam de ser feitas antes do início de Belo Monte incluem obras de saneamento básico nos municípios que vão rodear o lago da usina, retirada de não-indígenas de terras pertencentes às tribos, projetos de educação e saúde, além de reforço na infraestrutura das cidades de Altamira, Anapur, Senador José Porfírio, Vitória do Xingu e Brasil Novo, que poderão receber ao menos 100 mil novos habitantes devido à construção.
Indígenas – Segundo o procurador, ao menos três etnias indígenas serão afetadas diretamente (os jurunas, arara e xicrin), que vivem no meio da floresta amazônica. “O estudo da Norte Energia não mostra qual será o impacto causado por Belo Monte. Além disso, Altamira e Vitória do Xingu serão inundadas. A geografia da cidade será modificada. Estamos realizando um estudo paralelo e, ao mesmo, colhendo informações da população dessa região”, afirmou.
Para o líder indígena Megaron Txucarramae, um dos opositores da construção da usina de Belo Monte, o governo não ouviu as minorias ao autorizar a obra.
Belo Monte – Com a licença de instalação, a obra da usina pode começar. Antes, o Ibama já havia concedido a licença parcial de instalação, para o início do canteiro de obras.
Segundo o instituto, o licenciamento foi marcado por “robusta análise técnica e resultou na incorporação de ganhos socioambientais. Entre eles, a garantia de vazões na Volta Grande do Xingu suficientes para a manutenção dos ecossistemas e dos modos de vida das populações ribeirinhas”. A possibilidade de seca na Volta Grande do Rio era uma das principais críticas da comunidade indígena local, biólogos e ambientalistas.
Belo Monte será a segunda maior hidrelétrica do Brasil, atrás apenas da binacional Itaipu, e custará pelo menos R$ 19 bilhões, segundo o governo federal – há especulações de que a obra custe até R$ 30 bilhões. A usina está prevista para começar a operar em 2015.

Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza

domingo, 29 de maio de 2011

Dilma assina a licença de Belo Monte

Hoje dia 28 de maio um dia após a presidente do Brasil Dilma Rouself assinar a licença definitiva para inicio das obras da usina hidrelétrica Belo Monte  . somente  vejo na internet , a divulgação dessa licença , o carro chefe do PAC programa de aceleração do crescimento não merece ser divulgado ?
Vejo na , televisão , muitas propagandas  pro governo em , novelas , programas de TV  , telejornais , como se esse tipo de informação fosse a única que devemos saber
Você acha ?
Se a economia vai bem  .
As exportação estão atingindo recordes tudo o  que leva o PIB  La em cima as riquezas nossas capitais
 E nossas riquezas naturais ?

 No meu ponto de vista o  Brasil se transforma e se modela , no ritmo internacional isso e bom normal, legal ,
 Belo monte ontem foi licenciada e a maioria da população não ficou sabendo de nada  em plena era da comunicação , e tecnologia 
Inúmeras contradições  , décadas e décadas de polemica
Belo monte foi idealizada ainda no período da ditadura militar quando foram  , propostos vários projetos de energia usinas hidrelétricas algumas delas foram concluídas outras não !!
Mesmo no período da ditadura consegui-se impedir tal destruição .
Uma coisa muito importante para um pais é aprender com os erros do  passado  ,
Me  parece  que o Brasil não aprendeu !!!
A maioria das construções de barragens no Brasil , causou e ainda causa impacto , ambiental e social em nosso pais
Muitas promessas vazias falsas que não foram cumpridas , são as mesmas feitas hoje em dia , com Belo Monte espero que essas sim sejam cumpridas   .
Mas vejo isso como política para o governo levantar um troféu de desenvolvimento e reeleger a Dilma nas próximas eleições.
As comunidades  atingidas , prejudicadas , por barragens hoje vivem em condições indignas ,desigual  afetadas diretamente , pelo o desequilíbrio do meio ambiente
 No caso de   Belo Monte em minha opinião não ira ser diferente tendo em vista que a hidrelétrica será construída na região do rio Xingu onde existe uma imensa  diversidade   de espécies de animais , e plantas que serão atingidos diretamente com a construção da usina ., iram desaparecer. 
Pelo menos 14 etnias indígenas , entre indígenas e população local vam ser expulso por volta de 40,000 pessoas das suas casas , e terras um dos grandes temores , do desequilíbrio ambiental , é o aquecimento das águas do rio Xingu, que em outras construções experiências , ocasiono em morte  em massa de cardumes de peixes que são um dos alientos  principais ,da nutrição indígena integrada, juntamente com frutos e plantas ,  e espécies que claramente podem ser prejudicadas .
Muitos  povos indígenas terão que serrem removidos de suas terras ,terras produtivas
 Como quase sempre pode prever, a qualidade dessas terras na maioria  das vezes degradas por rebanhos, pastagens , desmatamento e culturas agropecuárias
´´Aos índio migalhas ou nada´´ !!!!!!!!!
Onde as águas não ,vão ter as mesmas qualidades , nem arvores, nem a mesma diversidade de plantas e animais  para caçar
Essas desapropriações são sempre, lamentáveis e criticas
Um mundo melhor para nossos filhos  e netos próximas gerações , por isso conscientizamos e lutamos por uma sociedade , por um pais melhor
E que o desenvolvimento venha  sim !, mas aliado a preservação
 do meio ambiental , temos que despertar uma consciência ambiental em nossas crianças e dar sentido a palavra sustentabilidade ,

Mas uma vez quero firmar compromisso com nossas lutas ,
Ao lado de pessoas  , com diversas personalidades ,temos os mesmos ideais , idéias , modo de pensar , sem duvida Belo Monte nos atingiu muito em todo o Brasil, mas  ainda não acabou estamos só começando
 Firmes e nos fortalecemos uns aos outros , preservando nossas culturas perdemos uma batalha mas não a guerra !!!
 Não desistimos
 Não  baixamos a cabeça estamos unidos
Nativos
Simpatizantes
Ativistas
Descendentes /e índios urbanos
Somos filhos da terra
 E vamos proteja La SEMPRE !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Diego barros /Indígena Guarani/Estado de  são Paulo / Cidade de Guariba  28 de maio de 2011 

domingo, 22 de maio de 2011

Assembleia aprova cota para indígenas em concursos públicos


A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou o Projeto que estabelece a reserva de vagas para indígenas em concursos públicos do Estado para provimento de cargos.

O projeto foi apresentado por Teruel, que preside a Comissão de Trabalho Cidadania e Direitos Humanos, a pedido da seccional de Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS), do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas de Campo Grande, Conselho Estadual de Defesa dos Direitos dos Índios, Setorial de Assuntos Indígenas do PT, Articulação dos Povos Indígena do Pantanal (Arpipan) e do Centro Social de Cultura Nativa de Mato Grosso do Sul.

Pelo projeto, todo concurso público para provimento de cargos no Mato Grosso do Sul, deverá destinar 3% das vagas para a população indígena. Teruel ressaltou que a medida é uma forma de combater a discriminação étnica. “O Mato Grosso do Sul possui a segunda maior população indígena do país, além de cinco núcleos urbanos em Campo Grande. Essa medida é uma forma de inserir o indígena no mercado de trabalho, aumentando a representatividade das diversas etnias indígenas no Poder Público”, destaca Teruel. Conforme as entidades, cerca de 64 mil indígenas vivem em Mato Grosso do Sul, representando 3,7% da população total.

domingo, 8 de maio de 2011

MUDANÇAS NO CÓDIGO FLORESTAL


As mudanças em discussão sobre a atualização do Código Florestal devem ser colocadas em votação na Câmara dos Deputados mesmo sem um consenso entre ruralistas, ambientalistas e pequenos produtores. Cada setor tem reivindicações distintas e até mesmo conflitantes sobre determinados temas.
A expectativa é que a leitura do relatório final do projeto seja feita pelo relator, deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP), nesta quarta-feira (4). A votação também deve começar nesta quarta.
Entre os principais pontos de discórdia está a isenção de recomposição da reserva legal (percentual de área nativa que deve ser preservada) para pequenos produtores, a suspensão de multas aplicadas até julho de 2008 para quem aderir ao Plano de Regularização Ambiental e o tamanho da área de preservação permanente (APP) nas margens dos rios já ocupadas (Veja vídeo ao lado).

Ruralistas defendem a aprovação do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), mas querem que os estados tenham autonomia para legislarem sobre suas peculiaridades regionais. Segundo o setor, as sucessivas alterações na legislação original, concebida em 1965, colocaram mais de 90% das propriedades na ilegalidade.

Para os ambientalistas, as mudanças propostas podem levar a um aumento do desmatamento. Eles criticam principalmente a anistia a quem desmatou áreas que deveriam estar preservadas. Já os pequenos produtores defendem regras diferenciadas para a agricultura familiar, sobretudo no que diz respeito às regras de recomposição de áreas desmatadas, de forma que a produção não fique inviabilizada.

Confira a seguir as principais posições e reivindicações dos ruralistas, ambientalistas e pequenos produtores:
Ruralistas
Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), principal porta-voz dos interesses dos produtores, a reforma em discussão permite disciplinar a expansão das fronteiras agrícolas e colocar na legalidade as áreas produtivas do país.


“O país não pode se dar ao luxo de reduzir as áreas produtivas. Tão importante quanto preservas as áreas de vegetação nativa é consolidar as áreas que já fizeram desta país um grande produtor de alimentos”, afirma o vice-presidente da CNA, Assuero Doca Veronez.
Segundo ele, o relatório de Aldo Rebelo atende as principais reivindicações do setor, mas o texto precisa ser mais claro sobre a autonomia dos estados para legislarem peculiaridades regionais, incluindo a arbitragem sobre as áreas desmatadas que poderão ou não ser consideradas consolidadas.
 

Ambientalistas
“O texto deixa dúvidas. É claro que os estados não poderão flexibilizar o que estará na lei federal, mas a regionalização permitirá a racionalidade na aplicação da lei. Os estados são os mais indicados para fazer as vistorias e arbitrar o total e local a ser recuperado”, afirma Veronez.

Os ruralistas defendem também a proposta de compensação de áreas de reserva legal desmatadas em outros estados, dentro do mesmo bioma, e não só na região onde foi feito o desmatamento. “Hoje a recomposição está restrita a mesma microbacia e há estados sem áreas disponíveis”, afirma o vice-presidente da CNA.

Segundo ele, a permissão para comprar áreas em outros estados para recomposição também será uma forma de premiar àqueles que preservaram áreas nativas. “O valor dessas terras vai subir à medida que se criar um mercado para compensação de florestas”.

Os ruralistas também apóiam a proposta do relator de isenção da recomposição da reserva legal para a pequena propriedade, de até quatro módulos fiscais, ponto ainda sem consenso. “Os pequenos produtores não têm renda para recompor reserva legal”, afirma.
Para os ambientalistas, o texto em discussão diminui as áreas de proteção ambiental e incentiva novos desmatamentos ao suspender as multas aplicadas até julho 2008. Eles defendem “anistia zero” para desmatadores e a manutenção das áreas de proteção ambiental e de preservação permanente nos atuais limites estabelecidos pela lei.

“O que estão fazendo não é uma reforma, é um estupro na sociedade”, afirma Mario Mantovani, diretor da Fundação SOS Mata Atlântica. “Tudo bem revisar o código. O problema é que a proposta é uma revisão para piorar, baseada no interesse de legalizar as coisas que foram feitas em desacordo com a lei no passado, e que desprotege áreas importantes”, acrescenta Raul do Valle, coordenador do Instituto Socioambiental.

Para as ONGs, a proposta que desobriga pequenas propriedades de até 4 módulos fiscais de recuperar a reserva legal é injusta com quem cumpriu a lei e não desmatou. “Um dos efeitos nefastos de passar a mão na cabeça de quem descumpriu a lei é a sinalização de que novas ilegalidades serão novamente perdoadas no futuro”, diz Valle.

Para os ambientalistas, a proposta abrir também brechas para fraudes, com fazendas maiores podendo se dividindo artificialmente para tentar escapar da obrigatoriedade de recuperar as áreas desmatadas. “Hoje as propriedades de até 4 módulos representam cerca de 90% dos imóveis do país”, diz Valle. O tamanho do módulo fiscal varia de acordo com o estado. Em Brasília equivale a 20 hectares, por exemplo, e no Acre a 378 hectares.

Para os ambientalistas, a suspensão de multas deveria estar atrelada a compromissos rígidos de recuperação ambiental. Eles também defendem incentivos e benefícios fiscais para os produtores que já se encontram dentro da lei.

Sobre a manutenção das áreas de preservação permanente, as ONGs defendem a necessidade de proteger os leitos de rios e argumentam que nem mesmo para as pequenas propriedades se justifica uma redução dos limites fixados pela lei. Segundo os ambientalistas, a recuperação deveria ser estimulada com incentivos oficiais e a recomposição florestal poderia incluir o plantio de árvores frutíferas, o que ajudaria na renda e subsistência dos agricultores.
Pequenos produtores 
A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) defende regras diferenciadas para a agricultura familiar. “A revisão do código é necessária, mas é preciso uma separação da questão ambiental para a grande propriedade e para a pequena”, afirma Alessandra Lunas, vice-presidente da entidade.

A principal reivindicação dos pequenos agricultores é que seja reduzida a área de preservação permanente nas margens de rios de propriedades já ocupados por pequenos agricultores.

O relatório inicial previa a redução de 30 metros para 15 metros na área de preservação nas margens dos rios com até 5 metros de largura. Mas no relatório final Rebelo decidiu manter a exigência de 30 metros de mata ciliar para rios com menos de 10 metros de largura. Apesar da mudança, Rebelo o relator abriu a possibilidade para que donos de propriedades de até quatro módulos que já tenham desmatado as margens dos rios possam recompor apenas 15 metros.
Para a Contag, a faixa a ser recomposta deveria ser ainda menor para os pequenos produtores.
“A nossa sugestão é a recomposição em no máximo 10 metros”, afirma a vice-presidente da Contag. “Os cultivos historicamente sempre foram feitos próximos aos rios, não dá para simplesmente chegar agora e dizer que não pode fazer. Para regularizar a situação das propriedades é preciso pensar daqui pra frente”.
“É comum propriedades serem cortadas por muitos rios e a maioria dos pequenos agricultores depende da manutenção dessas áreas para que a atividade não se torne inviável”, acrescenta.

A confederação também considera fundamental a mudança no processo de regularização da documentação das propriedades. Pelo novo código, o registro da área poderá ser feita por ato declaratório no órgão ambiental estadual. “A simplificação do processo vai permitir com que finalmente o pequeno produtor possa se regularizar e com isso passar a ter mais acesso a crédito”, diz.
FONTE